quinta-feira, 22 de setembro de 2016

acendalhas ecológicas II

Voltámos a fazer acendalhas – maiores do que as anteriores – com o que apanhámos dos passeios na aldeia e como não encontrámos raízes suficientes, atámos com um fio para conseguir juntar tantos ramos diferentes. As nossas serão utilizadas na lareira, mas também podem ser utilizadas no verão para fazer lume num grelhador.

Estamos na época ideal para fazer isto, os ramos que estão no chão e as ervas secas ainda não apanharam chuva.


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

verão azul


Se amanhã chegasse o outono ou o inverno não iria ficar triste, o verão já foi perfeito. Há muitos anos que não passava por um verão tão bom como este. Assim como senti que o último inverno foi verdadeiro, dos quais só me lembro em mais nova, em que chovia a cântaros dias seguidos com granizo à mistura e ninguém reclamava, porque era mesmo assim.
Agora reclama-se muito, ou porque chove dias seguidos ou porque o calor já não se aguenta, poucos são os satisfeitos que sabem viver cada estação do ano e não ficam à espera que o planeta azul se adapte a nós.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

dias condensados

Desligar.
Ajuda muito poder escolher férias em locais onde a rede, por vezes, chega a ser apenas o número de emergência, ou para ter rede suficiente para uma chamada sem interrupções precisar de me deslocar ao telhado ou para fazê-la ter estar quase encostada àquele poste de electricidade.



Cada vez mais, procuramos destinos de férias onde possamos estar mais em contacto com a natureza. Na cidade a natureza é muito limitada e apesar de haver por perto um parque muito bom para uns passeios e piqueniques, precisamos de mais espaço para respirar e limpar o "disco rígido". Faz bem aos adultos e muito melhor às crianças. Alguns dos pontos altos das férias passou por assistir a uma trovoada como se estivéssemos num cinema, uma tarde a apanhar pinhões e a tentar comê-los, ficarmos sentados a olhar para o rio ou poder ler um livro horas seguidas.

Como é que se consegue passar tantos dias assim e tão iguais? Consegue-se se decidirmos que não vamos gastar tempo com outras coisas e vamos apenas estar e ficar.
Diz-se que estar numa aldeia duas semanas pode ser sufocante porque o tempo não passa e não se faz nada. Mas é isso que nos faz bem, pelo menos para quem passa o resto dos meses a sentir o tempo a correr e a ouvir dizer que tempo é dinheiro e é tudo para ontem.
Termos dias pela frente sem planos, com o tempo a passar devagarinho é disso mesmo que precisamos. Tempo não é dinheiro.

Deixámos os últimos dias para fazer praia, o estágio de banhos no rio lá em cima fez com que a água fria da Arrábida até nos parecesse morna.


sábado, 13 de agosto de 2016

entreténs

Por aqui, durante as férias de verão, continua-se a pastar. Não podem faltar livros para ler a qualquer hora e lugar e um borrifador para refrescar.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

projetos de verão


Iniciei um xaile para mim com o mesmo fio que utilizei no modelo haiku, mas escolhi um dos esquemas que as alunas aprendem a interpretar na aula e adiei o outro esquema para fazer mais tarde em lã (como é proposto no esquema original).
Para quem tem pouca experiência em crochet, o xaile das conchas é fácil e rápido depois de se "entrar no esquema", e apesar do fio de algodão ser mais pesado do que a lã a peça mantém-se leve.

O próximo workshop dedicado aos xailes de verão é já no próximo sábado e é o último desta série!

Quem ainda quiser aproveitar esta aula terá de se apressar :-) — nos futuros workshops sobre xailes iremos trabalhar só com lã.


sábado, 23 de julho de 2016

poesia-me


Não te esqueças miúda, os melhores dias são aqueles que não programamos.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

cursos de verão

Um dos contras da escola pública é a falta de professores, mas pior ainda, é a burocracia para resolver o assunto mesmo que haja muito boa vontade da parte de todos. Apesar do balanço ter sido bom, a professora de inglês faltou muito por motivos de saúde e para colmatar algumas falhas de conteúdos que não foram dados, achámos por bem, inscrevê-la num pequeno curso de verão só para que ficasse mais à vontade na entrada do 6º ano.

Ficámos indecisos entre a proposta da International House e da Cambridge School. Esta última propunha a frequência dum mês inteiro, 2 horas diárias, mas como decorria ao final do dia quando a concentração já não é muita, acabámos por optar pela primeira. A IH tinha vários módulos, a de 1 mês ou 15 dias, só de manhã ou manhãs e tardes. Para não parecer que estivéssemos a prolongar o ano letivo escolhemos a dos 15 dias de manhã e de tarde — as tardes incluíam várias actividades sempre em inglês e poderia ser mais divertido.

Antes de a levar a fazer os testes telefonei duas vezes para saber se poderiam explicar melhor ou disponibilizar o programa, porém, foram sempre muito vagos dando apenas ênfase às atividades da tarde. Não me esqueço que ficaram bem alertados com o que pretendíamos do curso. É que no próximo ano ninguém se irá preocupar com o que ficou para trás, é o «não sabes, soubesses".

Na altura do teste oral e escrito foi-nos dito que só poderiam aceitar a inscrição se pagássemos a totalidade do horário que nos interessava e avisaram-nos que se não houvesse meninos suficientes para as atividades do segundo tempo, estas não se realizariam e devolveriam o dinheiro a mais. Apesar de não ter gostado da antecipação (1 mês) fizemos o esforço para não perder a vaga. Lá paguei por transferência, inscrevi a rapariga e pelo resultado dos testes eles saberiam em que nível colocá-la. Confiei.

Se uma semana antes não me avisaram que as tardes não se iriam realizar, não pus nada em causa e continuei descansada até à última hora. Numa sexta-feira ao final do dia, soube através de outra mãe que o curso só iria decorrer de manhã por não haver inscrições suficientes para a tarde, só que a mim ninguém me avisou, simplesmente esqueceram-se! De qualquer modo só iria saber na véspera, percebi mais tarde que é política da escola o aviso em cima da hora, o que eu considero uma atitude indecente!
Passei-me e liguei a descompor a secretaria da escola pela falta de consideração do aviso de véspera. Se eu não tivesse tido conhecimento por outra mãe, deixaria lá a minha filha com o almoço à porta sem saber que teria de arranjar alguém que a fosse buscar antes do almoço.

Na segunda-feira seguinte (1º dia de aulas) subi à secretaria para saber da devolução do dinheiro, «ai e tal, claro que vamos fazer a transferência mas não encontro o seu NIB, por favor enviem-me por email». Ainda fiz isso durante essa manhã e juntei ao email o meu descontentamento e que só esperava agora que o curso fosse mesmo bom para não ficar mais desiludida.
Passado uma semana rumei novamente à secretaria para alertar o pagamento em falta «ah… já juntamos todos os contactos para fazermos as devoluções e estamos só à espera duma assinatura, e também terá uma resposta ao seu email…»
Até agora não recebi qualquer tipo de resposta ao email ou suspiro.

Ao acompanhar os trabalhos de casa que a miúda trazia (coisa tão moderna!) fomos ficando com a ideia que a turma onde foi colocada poderia não ter sido a ideal. A escola terá sido alertada para isso mas pouco ou nada se preocuparam. Só depois de terem sido alertados por email em jeito de ultimato é que passaram as 2 alunas de 11 anos (incluindo a minha filha) para o nível acima a 3 dias de terminarem o curso. Quero eu dizer que durante uma semana e meia reviu matéria e só nos 3 últimos dias é que aprendeu conteúdos novos e evoluiu alguma coisinha.
Fazendo bem as contas, os 310€ dos 15 dias ficaram divididos pelos 3 últimos dias (fora a inscrição que custou 50€). É claro que me sinto defraudada, enganada e não quero que outros pais se deixem enganar como eu.
Ao pesquisar na internet descobri alguns depoimentos sobre a frequência dos cursos ao longo do ano, e não lhes faltam elogios, mas nada referente aos cursos de verão.

Se outros pais estiverem interessados em saber como são os cursos de verão da International House para as crianças, já podem encontrar aqui alguma informação relativa ao funcionamento, cruzar dados e decidirem entre outros cursos de outras escolas.

O que não correu nada bem:
Pagar inicialmente o curso completo mesmo que fique pendente a realização das tardes.
Avisarem os pais na véspera que o curso passa para metade do dia e estes que se arranjem como quiserem. E se forem esquecidos, azar.
Não temos acesso à informação do conteúdo dos cursos nem mesmo quando estes começam (devem estar acostumados com pais que só querem empandeirar os miúdos nas férias para qualquer lado, mas eu sou uma grande chata, o dinheiro custa a ganhar e o curso para nós tinha uma utilidade).
A turma da minha filha tinha 4 alunos (dois rapazes do 1º ciclo e duas raparigas de 11 anos que terminaram o 5º ano) e como os do 1º ciclo não sabiam nada (palavras da miúda), as outras duas alunas (a caminho do 6º ano com nota final de 5) estiveram a rever matéria, como aprender novamente o abecedário e não só — digam-me, como é que poderá haver evolução se a professora não está preparada para dar aulas diferenciadas e adequar fichas a cada aluno que tem na turma? Eram só 4 alunos! Não poderia pô-los a trabalhar a pares? — conclusão: o programa não existe, é uma enorme treta.
Só depois dos pais refilarem bastante é que mudaram as duas alunas mais velhas de nível para que progredissem, infelizmente, mudaram a 3 dias de terminar tudo e nem sequer os encarregados de educação tiveram conhecimento por parte da secretaria ou dos professores, soubemos pelas próprias alunas que o dia tinha sido diferente.
A devolução do dinheiro também só aconteceu a 3 dias de acabar o curso e só depois de eu ter gritado ao telefone com a funcionária da secretaria no dia anterior. Para compensar o esquecimento do telefonema podiam ter transferido logo no 1º dia, mas não, não são pessoas desse tipo…
Os emails dos pais são ignorados. Começo a desconfiar que seja uma regra interna…
A informação entre a direção, professores e secretaria não flui. No momento da despedida, a nova professora mostrou-se surpreendida ao saber que a minha filha terminava o seu curso dos 15 dias e não iria continuar até ao final do mês.

O que correu bem e com muita vontade da nossa parte:
A minha filha diz que gostou de lá estar mesmo quando não evoluía, mas gostou mais dos 3 últimos dias e foi pena não ter sido sempre assim.
Apesar de eu andar irritada com isto e já não conseguir ouvir falar mais desta escola consegui disfarçar à frente dela de modo a não influenciá-la nas atitudes enquanto lá estivesse.

Como disse anteriormente, são as pessoas que fazem uma escola, funcionários, professores e alunos. O que aqui relato foi um exemplo em como uma escola não funciona, e os alunos e os pais não interessam para nada e valem apenas euros.

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♥︎ O texto my house foi escrito por iniciativa própria durante o ano letivo quando estudava para um teste.